Lição 7 – emoções (Esperança contra Depressão)
Introdução
Depressão, um dos maiores males do nosso século. Nietzsche, considerado o profeta da pós-modernidade, morreu com depressão, caracterizando bem a sociedade atual. Mas também não é de se espantar, tragédias aumentando de forma galopante fazem com que qualquer um, sensível o suficiente, fique profundamente triste. Essa descrição social já havia sido feita milênios atrás por Jesus e Paulo (ver. Mt.24:12 e IITm.3:1-4). No comentário dessa semana, exploro biblicamente exemplos de tristeza profunda. A partir de Gn.3, mostro que existem dois tipos de depressão bem marcantes na Bíblia. Um altamente condenado e outro necessário.
Mas então, o que é depressão? No que pesquisei e aprendi, poderia caracterizá-la como uma tristeza constante. Como não sou psicólogo nem psiquiatra, achei uma explicação bem elucidativa num site de especialistas.
Depressão é uma palavra freqüentemente usada para descrever nossos sentimentos. Todos se sentem "para baixo" de vez em quando, ou de alto astral às vezes e tais sentimentos são normais. A depressão, enquanto evento psiquiátrico é algo bastante diferente: é uma doença como outra qualquer que exige tratamento. Muitas pessoas pensam estar ajudando um amigo deprimido ao incentivarem ou mesmo cobrarem tentativas de reagir, distrair-se, de se divertir para superar os sentimentos negativos. Os amigos que agem dessa forma fazem mais mal do que bem, são incompreensivos e talvez até egoístas. O amigo que realmente quer ajudar procura ouvir quem se sente deprimido e no máximo aconselhar ou procurar um profissional quando percebe que o amigo deprimido não está só triste.
Uma boa comparação que podemos fazer para esclarecer as diferenças conceituais entre a depressão psiquiátrica e a depressão normal seria comparar com a diferença que há entre clima e tempo. O clima de uma região ordena como ela prossegue ao longo do ano por anos a fio. O tempo é a pequena variação que ocorre para o clima da região em questão. O clima tropical exclui incidência de neve. O clima polar exclui dias propícios a banho de sol. Nos climas tropical e polar haverá dias mais quentes, mais frios, mais calmos ou com tempestades, mas tudo dentro de uma determinada faixa de variação. O clima é o estado de humor e o tempo as variações que existem dentro dessa faixa.
O paciente deprimido terá dias melhores ou piores assim como o não deprimido. Ambos terão suas tormentas e dias ensolarados, mas as tormentas de um, não se comparam às tormentas do outro, nem os dias de sol de um, se comparam com os dias de sol do outro. Existem semelhanças, mas a manifestação final é muito diferente. Uma pessoa no clima tropical ao ver uma foto de um dia de sol no pólo sul tem a impressão de que estava quente e que até se poderia tirar a roupa para se bronzear. Este tipo de engano é o mesmo que uma pessoa comete ao comparar as suas fases de baixo astral com a depressão psiquiátrica de um amigo. Ninguém sabe o que um deprimido sente, só ele mesmo e talvez quem tenha passado por isso. Nem o psiquiatra sabe: ele reconhece os sintomas e sabe tratar, mas isso não faz com que ele conheça os sentimentos e o sofrimento do seu paciente.”(http://www.psicosite.com.br/tra/hum/depressao.htm)
É bom lembrar a influência da visão de mundo sobre a depressão. Pois sentimento é uma reação física a um estado mental. Depressão, tristeza é uma reação negativa a uma circunstância aparentemente ruim e sem saída. Enfatizo aparentemente, pois como veremos mesmo nos exemplos bíblicos, o pecado tem deturpado a mente humana a tal ponto de distorcer a visão da realidade, causando depressão.
Já vimos como a filosofia dualística platônica influenciou o cristianismo. Com a noção separatista entre mundo divino-eterno e planeta físico-temporal, gerou um cristianismo que inibe a expressão saudável dos sentimentos. Emoções/paixões eram consideradas, nessa cosmovisão, negativas e abomináveis. Sexo, música alegre, o comer e beber, sorrir eram descrições do inferno. O quieto, magro, triste, contemplativo, cabisbaixo era parte do mundo atemporal e eterno do divino. Assim, os santos eram pintados dessa maneira, num céu sem emoção ao lado de um Jesus completamente triste. Infelizmente ainda hoje essa caricatura do religioso ainda se perpetua na mente de milhares de pessoas.
O perigo aqui é que o cristianismo é representado falsamente como uma vida sem prazer, desconectado da realidade. Ser cristão é ser depressivo, é aparentar tristeza (ver por exemplo Mt.5:3,4 e I Jo.2:15-17). Em contra partida, os críticos olham para essa imagem e abominam o asceticismo cristão, promulgando o prazer exacerbado. Para esses, ser cristão é sentir uma alegria profunda a todo momento. Os que são abençoados por Deus não podem sentir tristeza (ver por exemplo I Ts.5:16). O problema de ambos é uma hermenêutica parcial e distorcida do registro bíblico.
O que o primeiro grupo ignora é a criação física em Gn.1-2 e o intuito prazeroso e bom de Deus na criação. Eles exageram o efeito do pecado ao ponto de afirmar que nada no ser humano e nesse mundo é positivo, devendo ser assim ignorado. Eles esquecem, no entanto, que os céus proclamam a glória de Deus mesmo após o pecado. Também que Deus afirma ser o casamento, a terra, o alimento, enfim, a criação usada corretamente (ver os salmos e sua exaltação da criação, as promessas da terra de Canaã, o livro de Cantares) como sendo boas.
O que o segundo grupo rejeita é que o pecado deixou marcas profundas na criação, maculando não só a natureza como a percepção humana. Jer.17:9 e Rom.7 são as afirmações bíblicas mais contundentes acerca dessa distorção da realidade. Também não podemos negar que Deus repetidamente proibi os prazeres contrários a ordem da criação e Sua imagem. Ver por exemplo a lista de pecados sexuais e alimentícios em Lev.17-18. Ou seja, uma visão fiel aos escritos bíblicos leva em conta ambos os aspectos de uma natureza boa, mas contaminada pelo pecado. E com a depressão, curiosamente, também devemos considerar essa tensão bíblica.
Necessidade da tristeza
Em Gn.3, ao Deus pronunciar os juízos sobre os três envolvidos na trama da árvore do bem e do mal, as maldições são recheadas de boas intenções. Deus coloca inimizade entre os seres humanos e a maligna serpente (v.15). Inimizade é um sentimento que aparentemente é negativo. Porém, ter medo da morte nos gera bons frutos. Ninguém sai pulado prédios por aí, se orgulhando de sua coragem! Essa inimizade é essencial na salvação do pecador. Sem ela o ser humano estaria sem esperança e seria completamente alienado de Seu Criador.
Logo na primeira maldição envolvendo o homem, Deus promove a esperança. A tristeza veio com o objetivo de salvar. Odiar o que pode lhe matar traz vida. A inimizade que Eva não sentiu pelo mal no seu estado perfeito agora seria implantado em sua mente pelo Criador em seu estado caído. Essa característica positiva da tristeza é louvada com freqüência nas Escrituras.
Jó, “temente a Deus e que se desviava do mal”, ficou depressivo porque algo que ele não entendia estava acontecendo. A sua angústia era decorrência do grande conflito. Apesar de estar em uma situação injusta, Jó estava no mundo de pecado, ele era pecador, e estava sujeito a tais provações. A depressão é resultado do pecado, e como o pecado, somente o sacrifício divino pode saná-los. Com isso não quero ignorar as causas físicas que podem ser tratadas com antidepressivos químicos. Mas esses são apenas paleativos no grande panorama do conflito entre o bem e o mal.
A tristeza profunda de Jó era resultado de sua integridade. Com Habacuque também lemos o mesmo. O seu pequeno livro é um diálogo com Deus, uma sessão psicológica. O profeta inicia desabafando sua profunda angústia, sua depressão. Gritos, clamor, dores, senso de injustiça, de que tudo vai dar errado, de pessimismo dão cor as palavras do profeta que facilmente podem ser consideradas como sintomas da depressão. Deus não ignora essa tristeza, pois o que gerou tal sentimento no profeta foi a saturação de pecado no povo de Deus (v.1-4).
Deus responde prometendo a destruição dos ímpios judeus por meio dos mais ímpios babilônicos (1:5-11). Isso faz com que a depressão do profeta piore. Sua queixa agora é direta contra Deus. A causa de sua reclamação e angústia é que ele esperava justiça do “Santo...puro de olhos,” Deus de Israel, o que ele não estava enxergando. Como poderia uma nação mais ímpia destruir o povo de Deus, mesmo que injustos?! Muitos cristãos, semelhantes a Jó e Habacuque, entram em depressão por não compreenderem plenamente os planos divinos que aparentemente não são congruentes com Suas promessas.
Os casos de depressão de Habacuque e Jó mostram que os que andam com Deus e odeiam o pecado sofrerão muito emocionalmente. Essa foi a sina dos profetas. Jeremias, o depressivo por excelência na bíblia (o único que escreveu um livro inteiro em forma de lamentação), mostra que esse tipo de depressão está proporcionalmente relacionado ao pecado do mundo e sua ligação com Deus. Se o mal do mundo não tem deixado você depressivo, almejando o resgate divino, ou você está vivendo em um lugar muito bom ou se acostumou com o pecado.
Essa depressão, apesar de negativa e evitável, não é ruim. Tanto Jó como Habacuque são confortados por Deus no final, pois Ele entende suas angústias. Eles estavam lutando contra o pecado. Eles abominavam o mal e o dilúvio da impiedade ao seu redor os fez quebrar emocionalmente. Mas eles buscaram respostas honestas de Deus. Isso fez toda a diferença. Essa depressão faz parte da inimizade de Gn.3:15 que somente Deus pode sanar. Mas o que não podemos ignorar também é que a depressão é gerada pela “demora” divina em executar Seus juízos. Ezequiel aprendeu que isso acontece porque Deus espera pacientemente/sofrivelmente para que Seus filhos rebeldes se arrependam (Ez.18, ver o caso da medida de iniqüidade dos Amorreus e Abraão em Gn.15:16).
Falta de amor causa depressão
A paciência divina gera depressão. Gerou em Jó, em Habacuque, em Ezequiel e Jeremias assim como em Jonas. Mas o que esse último teve de diferente foi o amor. Jó intercedeu pelos seus inimigos, Habacuque louvou a justiça do Senhor, Ezequiel e Jeremias deram suas vidas para ensinarem os rebeldes Israelitas seus maus caminhos e o amor do Senhor. Mas Jonas, essa amou apenas a sua própria vida, e isso o fez com que ele se tornasse depressivo.
Sua depressão foi tanta que Jonas pede para morrer. Alegre em um dia por causa de uma planta, e no outro dia, profundamente triste por causa de sua morte. Perceba que depressão é despertada por coisas aparentemente insignificantes. Isso porque a convulsão emocional já está tão alta que qualquer coisa, por mínima que seja, encadeia o processo depressivo. No caso de Jonas foi o sol na sua cabeça e a morte da planta. A depressão não é por causa da planta seca, isso foi apenas o gatilho emotivo.
Deus, sabendo bem o íntimo das emoções de Jonas, direciona suas perguntas ao centro do problema, seu pecado. Jonas não tinha compaixão pelo seus inimigos. Os assírios (Nínive era sua capital) eram os mais violentos da época. Foram os responsáveis por várias invasões e finalmente a destruição das 10 tribos de Israel. Não era sem causa que Jonas tinha raiva dos ninivitas, mas como profeta de Deus, o Senhor esperava algo mais, pois sua realidade era superior.
E Jonas sabia disso. “Por isso me adiantei fugindo para Tarsis. Pois sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardo em irar-se, e grande em benignidade, e que arrependes do mal” (4:2). Mas Jonas não queria ser como Deus, estendendo tal amor aos ninivitas. O problema de Jonas, ao contrário de Habacuque e Jó, não era a ignorância quanto aos planos divinos, mas a aceitação e vivência de Seus ensinos. A falta de amor junto com a paciência divina gerou depressão em Jonas.
Mas isso estava contra os planos de Gn.3:15 e por isso podemos caracterizá-la como altamente nociva. Os que não amam os outros acabam não amando a si mesmos. Os que não perdoam os erros dos inimigos não conseguem se perdoar, por isso Jonas pediu a morte. O antídoto contra tal depressão é amar e servir ao próximo.
Serviço exagerado?!
Ao refletir sobre a depressão, não poderia deixar fora da discussão o caso de Elias, o que para mim é o maior e mais complexo caso de depressão na Bíblia. Eu não entendia o porquê de tal sentimento. Depois de tanta fé, milagres, coragem e vitórias Elias foge de uma mulher e pede para morrer (I Rs.19:1-4). Foi somente depois de uma consulta ao profeta (Ellen G. White) que entendi sua depressão, pois é esse o diagnóstico que ela dá a Elias (Profetas e Reis, 161). O capítulo 12 desse livro é tão rico e desafiador, que qualquer tentativa de explicar a depressão no Grande Conflito sem a visão desse capítulo é em vão e possivelmente parcial e errôneo.
Em sua descrição dos sentimentos de Elias ela primeiro afirma que “Elias esperava muito do milagre do Carmelo” (p.160), achando que Acabe havia arrependido após o Carmelo, e que depois de tudo aquilo Jezabel seria desconsiderada por Israel. Mas isso não aconteceu. E junto com essa decepção ele estava cansado fisicamente. O dia havia sido intenso, a subida e descida do monte Carmelo (c.500 m), sua corrida na chuva até o palácio em Jezreel o deixara exausto. Seu estado físico o abalou emocionalmente.
No entanto, isso não era razão para a depressão que teve. Pois ele, ao receber a noticia do servo de Jezabel, percorreu mais uns 200 km até Berseba e desceu ainda mais até o deserto no sul de Judá. Sua depressão era falta de fé. Sobre a esperança frustrada de Elias Ellen G. White deixa claro que não foi o fato de muito esperar, mas o fato de não levar até `as últimas conseqüências a sua esperança. Na verdade, foi sua falta de esperança que fez com que ele ficasse depressivo. E ela adverte: “O desânimo é pecaminoso e irrazoável.”
“Elias não devia ter desertado de seu posto de dever. Devia ter enfrentado a ameaça de Jezabel, apelando para a proteção dAquele que o havia comissionado para que vindicasse a honra de Jeová. Ele devia ter dito ao mensageiro que o Deus em quem confiava o protegeria contra o ódio da rainha. Apenas poucas horas haviam decorrido desde que ele testemunhara a maravilhosa manifestação do poder divino, e isto devia ter-lhe dado a segurança de que ele não seria agora abandonado. Tivesse ele ficado onde estava, tivesse feito de Deus seu refúgio e fortaleza, permanecendo firme pela verdade, e teria sido abrigado do perigo. O Senhor lhe teria dado outra assinalada vitória, enviando Seus juízos sobre Jezabel; e a impressão feita sobre o rei e o povo teria dado lugar a uma grande reforma.” (p.160)
Imagine o mal que Elias causou a Israel. Tivesse ele ficado e confiado em Deus, “uma grande reforma”, o que ele esperava, teria ocorrido. Mas Jezabel ainda reinaria por alguns anos por causa da depressão do profeta. Como mensageiros de Deus temos o perigo de cair no mesmo problema de Elias. Deus nos manda pregar o evangelho a todo o mundo, a sermos puros e santos. Mas ao olharmos os desafios de um ocidente secularizado e ateu, e um Oriente com bilhões de pessoas que nunca ouviram falar de Jesus, desfalecemos. O que nos falta? Como a Elias precisamos de fé.
“Para o desalentado há um seguro remédio - fé, oração e trabalho. Fé e atividade proverão segurança e satisfação que hão de aumentar dia após dia. Estais tentados a dar guarida a sentimentos de ansiedade ou obstinado desânimo? Nos dias mais negros, quando as aparências parecem mais agressivas, não temais. Tende fé em Deus. Ele conhece vossas necessidades; possui todo o poder. Seu infinito amor e compaixão são incansáveis. Não temais que Ele deixe de cumprir Sua promessa. Ele é eterna verdade. Jamais mudará o concerto que fez com os que O amam. E concederá a Seus fiéis servos a medida de eficiência que suas necessidades requerem.” (p.164)
Deixou Deus a Elias mesmo após tal tragédia? Ela afirma que Deus não deixa de amar os deprimidos. Deus dá descanso e comida a Elias enviando um anjo do céu ao seu auxílio. O Senhor dos Exércitos deseja dá descanso e força aos que estão sofrendo de falta de fé como Elias. Isso, no entanto, não quer dizer que sua depressão seja positiva como a de Habacuque e Jeremias. Mesmo após o fortalecimento de Deus, a sua depressão/falta de fé fez com que Elias achasse que fosse o único profeta em Israel e que a causa de Deus estava perdida (I Rs.19:9-14). Deus ignora o sentimento e falta de fé de Elias e diz: “Vai, volta ao teu caminho para o deserto de Damasco, e em chegando lá unge a Hazael rei sobre Síria.” (v.15). O melhor serviço contra a depressão é o trabalho para Deus.
Isso nos ensina que cada um passa por seu nível de depressão e Deus entende. Mas, ao mesmo tempo, Deus espera crescimento emotivo de Seus filhos. No entanto, muitos cristãos hoje são imaturos emocionais e se irritam ou ficam triste rapidamente com qualquer besteira. Ao contrário de Elias, Jeremias ou Habacuque, são cristãos sem causa, não trabalham para Deus e por isso dão trabalho. Suas depressões não são causadas pela inimizade contra o pecado, mas pela sua imaturidade espiritual.
Perigos pós-modernos
Vários fatores contribuem para a depressão sem causa positiva nos cristãos hoje. Quero enfatizar dois elementos culturais que são inseparáveis, e que têm sido usado pela serpente para deturpar a visão da realidade e assim gerar depressão nos filhos de Deus. São elas a tecnologia cyber e o capitalismo selvagem, o que caracterizam, na linguagem de Eugenio Trivinho, a dromocracia cybercultural.
O que é isso? É o efeito psicológico-físico-emotivo que a tecnologia tem gerado na sociedade do consumo. A tecnologia hoje não é elaborada com o intuito de resolver problemas (como Neil Postman bem coloca em seu livro Tecnopólio), mas com o objetivo de vender. E para vender mais e sempre, a indústria tem que gerar uma necessidade rápida. Porque parando para pensar, quem precisa de um computador ou carro novo a cada ano? Somente os viciados do consumo.
A psicologia do consumo é que os que não possuem os Ipod de última geração, é careta e retrógrado. Assim o “elemento inferior” fica depressivo e busca a solução na tecnologia que gerou sua angústia. O que poucos vêem no entanto e Trivinho alerta, é que a velocidade dessa dinâmica de mercado é vertiginosa e impossível de ser alcançada, pois sempre o seu produto estará desatualizado pela geração de novos produtos. Também assim ocorre com os padrões de beleza midiáticos (photoshopianos) que causam alta depressão nas garotas.
Com o sucesso de tal estratégia, que tem invadido também o Oriente, Satanás tem aprisionado bilhões de pessoas, inclusive milhares de adventistas cristãos que não conseguem enxergar além de sua bolsa Loius Viton, ou de seu Ipod. Cegos, tais jovens adventistas não se envolvem no serviço ao próximo com paixão, gastam mais tempo com o consumo de bens que com Deus. O que temos em mãos é a fabricação de uma geração desinteressada no Espírito de Profecia e plugada no cinema. Uma tragédia de proporções eternas em uma geração com alto risco de depressão. Mas como bem vimos com os exemplos bíblicos tal depressão não é a esperada por Deus de acordo com Gn.3:15, e não termina em salvação.
Conclusão
Precisamos definir as emoções a partir da Bíblia. A depressão, de acordo com meu estudo da Bíblia e Espírito de Profecia, é uma tristeza intensa. De acordo com Gn.3:15, há uma tristeza divina implantada em nossas mentes contra o pecado e por causa dele. Assim, ficar profundamente triste por causa das injustiças, como a morte de um parente ou a tragédia de um câncer, não só é natural como necessário remédio contra o pecado. Ela deve nos motivar a buscar a Deus, o único que pode solucionar a depressão.
No entanto, há também a depressão satânica. O desanimo pela falta de amor ao próximo ou fé nas promessas divinas é um sentimento nocivo a alma. Foi assim com Jonas, Elias e muitos outros. E hoje, usando a cybercultura Satanás tem fomentado tal sentimento na geração que deveria mais do que nunca odiar o pecado e amar o pecador. Tal depressão maligna só pode ser sanada com um milagre divino
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